quarta-feira, 23 de março de 2011

Grandes Discos: Rumours (1975)

Hoje resolvi estrear uma nova seção: Grandes Discos

Vou começar com o álbum Rumours de uma das minhas bandas preferidas de todos os tempos: Fleetwood Mac.

Gosto de bandas com homens e mulheres, não sei dizer exatamente o porquê, mas elas são divertidas... E costumam atingir um público bastante diferenciado. Deve ser pela quantidade de influências de seus integrantes... Olha só quantas: The Mammas & The Pappas, The B-52's, Curved Air, Abba, Jefferson Airplane, Pixies, The Corrs...

Estava agora assistindo um dos meus dvds, que consiste num programa de tv e contém entrevistas com a banda e produtores sobre o processo de criação de um grande disco. Esta série, chamada Classic Albums já teve Cream, com Disraeli Gears, Pink Floyd com Dark Side Of The Moon, Nirvana com Nevermind, U2 com Joshua Tree, Iron Maiden com The Number Of The Beast... Entre outros clássicos... Para ver a lista completa, clique aqui . Acho que é possível baix... DIGO... comprar todos em dvd.

A história da criação deste disco é bastante turbulenta, como os próprios integrantes contam. Stevie e Lindsey estavam se separando, e John e Chrstine, se divorciando. Um não conseguia olhar na cara do outro, mas ainda assim tinham que ficar o dia inteiro espremidos num estúdio, compondo, tocando e cantando harmonias vocais juntos, no mesmo microfone. Sem contar que o baterista, Mick, descobriu que seu melhor amigo estava de caso com a sua mulher. O clima era tenso, meus caros...

Como a própria Stevie disse: "Num processo de separação, você não encontra a pessoa no dia seguinte, você precisa de um tempo de afastamento. Mas nós todos passávamos o dia inteiro juntos, de noite cada um ia pra sua casa, para na manhã seguinte, todo mundo ficar junto de novo..."



Christine conta que antes de entrar no estúdio pensava: "Eu não vou conseguir entrar ali..."

De noite, John, bêbado e furioso, gritava por Christine pelo hall do predio onde as duas moças estavam hospedadas, e nestes momentos, ela se escondia no apartamento de Stevie.
Lindsay, desde sempre, parceiro de Stevie nas músicas, se recusava a fazer arranjos para suas composições, por pura implicância.

Muitos barracos, drogas, fossas e bebedeiras sem fim acompanharam o período de gravação de Rumours. O incrível pra mim, foi o nível de profissionalismo de todos em manter a música em primeiro plano e fazer o melhor disco da banda e tormá-la internacionalmente famosa (incluindo admiração seguida de covers de várias bandas como Smashing Pumpkins, NOFX, Cramberries, The Corrs, Hole, Goo Goo Dolls, Tori Amos, Matchbox Twenty, entre outros... ).

Contando com três compositores principais: Lindsey, Stevie e Christine (que já fazia parte da banda desde seu período blues com Peter Green), as músicas possuem identidades diferentes, mas se completam muito bem e são uma delícia de cantar. Créditos óbvios para o incrível baixista John, que dá sua levada única, na parceria com Mick Fleetwood.

Enfim, uma banda completa. Cheia de altos e baixos durante toda a carreira, mas com uma história de respeito e discos incríveis.
Segue a tracklist do álbum. As músicas em negrito são as minhas favoritas. =)

1 - Second Hand News
2 - Dreams
3 - Never Going Back Again
4 - Don't Stop
5 - Go Your Own Way
6 - Songbird
7 - The Chain
8 - You Make Loving Fun
9 - I Don't Want To Know
10 -Oh Daddy
11 - Gold Dust Woman


Abraços! Ouçam e comentem, se puderem!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Discurso de Co-Co-Colin Firth


Que agradável surpresa... 
Antes de mais nada, devo dizer que este post se é muito parecido com o anterior no seguinte aspecto: a admiração deslavada por um artista que atua com uma paixão desenfreada.

No post anterior, Natalie Portman, neste: Colin Firth.

Gosto destes filmes ingleses que falam sobre a Inglaterra, porque os costumes da realeza são bem interessantes. E mais interessante ainda é que o roteiro é baseado na real história do Rei George VI, que era gago e tinha pavor de discursar no lugar de seu pai (Michael "Dumbledore" Gambon), daí, sua mulher (Helena Bonhan Carteeeer!!!) pede ajuda para um especialista em tratamentos da fala (Geoffrey "Marquês de Sade" Rush - uma simpatia).

Antes de mais nada, fui assistir, como sempre, sem ler absolutamente nada a respeito do filme. Nem da história eu sabia, muito menos, das críticas... Acho engraçado crítico que escreve algo como "o filme foi feito para não ter defeitos", ou "o filme foi feito para cair nas graças do público"...

Quanta chatice, meu deus... 

Enfim, eu gostei bastante do filme. Claro que o roteiro é simples e sem grandes surpresas, beira o "fofinho", mas é um filme bonito, com belíssimas imagens e figurino impecável... E o principal, ao menos pra mim... um elenco que torna qualquer história banal em algo gostoso de se ver... Pode ser considerado água-com-açúcar, um filme familiar... ? Sim, mas é sincero.

Colin Firth... falar bem dele pra mim, é chover no molhado... Fico comovido com este ser humano. A gagueira dele foi realmente comovente, engraçada em alguns momentos e trágica em outros... a cada discurso eu ficava apreensivo. Sua sutileza em pequenos trejeitos do personagem é uma inspiração pra qualquer pessoa que pensa em ser ator um dia. 

Claro que não é o caso de Oscar de Melhor Filme (como se o Oscar fosse ... ... enfim...), mas é bonito, sim! Tocante, sim! E lindo. Direçao de fotografia é algo que me seduz, não adianta... Os momentos dramáticos com close-up em Colin são lindos, assim como os planos abertos dos jardins ingleses e suas construções.

Não tenho muito a dizer sobre este filme, sei que muitos não vão assistir, mas só sei que quase bati palmas junto com o elenco na cena final. 

Segue o trailer:



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

CISNE NEGRO


Fiz do jeitinho que eu gosto ... Não li nada a respeito, não quis saber opiniões alheias... Simplesmente fui assistir, tendo em mente os pôsteres incríveis, Natalie Portman e a história d'O Lago dos Cisnes...

E vou escrever do jeito que eu gosto: como fã de cinema que sou, e não como um crítico wannabe....

Sou emotivo e sim, amo Natalie Portman... Não consigo lembrar qual foi a primeira vez que a vi... acho que foi em Marte Ataca, ou O Profissional, com o querido Jean Reno... É uma beleza frágil, mas com tanta presença...

Pude confirmar minha paixão por Natalie com o chatíssimo Cold Mountain, onde ela aparece o que... dez minutos???? Mas rouba a cena e coloca os, até então bolas-da-vez de Hollywood: Nicole Kidman e Jude Law em segundo plano... Eu fiquei impressionado com aquilo... Daí, veio V de Vingança, Closer... Logo, eu sabia... SABIA que só podia esperar algo de bom com Cisne Negro... Olha... estava rezando para que ela interpretasse realmente uma bailarina que fazia o papel dos dois cisnes.. e foi exatamente isso!!! =D

Desde o primeiro momento, Natalie te pega pela mão, faz com que você feche os olhos e entre na mente da doce e frágil Nina ... Talvez pelos takes pontuais de Aronofsky, que não deixam você desviar o olhar de Natalie e toda a sua expressão, seja facial ou corporal por um segundo... Eu senti o que ela sentiu... o medo, a dor, o prazer, a tristeza...

Desde a cena inicial, onde ela, de frente para o espelho conta com meiguice e certa melancolia que sonhou que dançava um ato do Lago dos Cisnes, passando por sua frustração ao perceber que não foi selecionada inicialmente para o papel principal, até os momentos em que o prazer sexual explode dentro de um corpo e mente tão reprimidos. Natalie arrebata e arrebenta.

A trilha sonora do filme - as músicas do balé - é a trilha sonora da vida da personagem... linda, trágica, quebradiça... Nunca gostei de balé, nunca tive paciência, mas as musicas d'O Lago sempre me causaram bastante impacto, pela densidade e pela tristeza... Tudo se interliga de forma tão incrível, a alma da personagem, com o papel que tanto deseja, com as músicas... Logo, só sendo muito crítico cabeçudo e captador de pêlos em ovo para não se envolver com Cisne Negro. Porque antes de mais nada, o filme é lindo.

Como sempre digo, quando vejo um filme tento me despir de todo e qualquer preconceito e me deixar levar... Se não curtir a viagem depois, ela valeu do mesmo jeito, porque viajar é sempre bom...

Enfim... 

Falando do roteiro. Sim, ele é simples. Simples ao extremo e até previsível, eu diria. Mas a maneira como ele é conduzido é sublime, mantendo um clima de tensão psicológica constante,  intercalando lindíssimas cenas de dança (muitas gravadas numa tomada só) com as alucinações assustadoras de Nina. Não existe espaço pra respirar, porque Nina não tem espaço pra respirar!

Talvez este não seja mesmo um filme para todos. Talvez não seja um filme agradável de se ver (bléé!!). Mas ainda acho que é um filme que DEVE se visto.



Eu com certeza verei de novo.

Ah... tenho que falar também de Vincent Cassel, muito bom como o impiedoso e sacana diretor de balé, Mila Kunis, como ... Cisne Negro e a querida Winona Ryder, sempre ótima no papel de desequilibrada, rsrs.

Assistam, por favor. Quem quiser me chamar, eu vou de novo, na boa! =D
Segue o trailer:




sábado, 5 de fevereiro de 2011

10 jogos que nunca cansarei de jogar

Ao fazer esta lista me toquei que já sou realmente um jovem senhor... COMO O TEMPO PASSA!!!!


1 - Super Mario 3 (1988) - Acho que este é o jogo que mais joguei na vida... Lembro quando saiu... quando a locadora onde eu alugava comprou... a maravilha que foi jogar pela primeira vez... E quando terminei pela primeira vez, então???!!?!? Nossa... lembro que fique tão feliz, de madrugada que acordei meu pai e minha mãe para contar... Claro que eles não ligaram.
Até hoje jogo, pra passar o tempo... gosto de ir atééé o fim. Sempre. Adoro as roupas que ele veste... O urso, o Tanooki, o sapo... =D

Eterno!



2 - Série King Of Fighters (1994 - o primeiro) - Não sei qual escolher... são tantos... lembro quando alugava horas pra jogar Neo-Geo na locadora do bairro e ficava o dia inteiro... Depois, em 96, comprei o Playstation e o King 95 e toda a turma da rua colava em casa pra jogar o dia todo... que tempo bom... Enfim, se for pra escolher uma versão, eu escolho a 98, acho, porque tem todos os personagens que eu gosto, incluindo a Vice! ♥




3 - Final Fantasy VII (1997) - Tenho uma tradição... sempre que estou de férias seja de emprego ou faculdade ou sei lá... eu me proponho a finalizar este jogo... É realmente um filme jogável... com uma história linda e com os MELHORES personagens... Tá, tá, eu sei que existe várias versões mais incriveis, com gráficos infinitamente melhores. Mas eu não ligo! Gosto deste. Eu choro no fim do primeiro cd. Fato.
Sim, eu choro com videogame...



4 - Phantasmagoria (1995) - os jogos pra pc eram espetaculares, não eram? Eu achava tão fascinante você jogar um filme... Pena que a fórmula se tornou datada depois de tantos jogos 3d, com gráficos sonolentamente incríveis e bla bla bla... #jovemsenhorsaudosista. Eu queria era jogar filme, porra!! E Phantasmagoria é dos meus preferidos: um enredo de terror de arrepiar, realmente... Fiquei tão chocado quando joguei pela primeira vez... Muito medo!!! rsrs... E a música??? Consumite Furoreeeeee... Demais.
Vou até ouvir agora. O site GOG (Good Old Games) vende um excecutável desse jogo baratinho... Não acreditei quando instalei e conduzi Adrienne para a desgraça de novo.


5 - Super Mario Kart (1992) - Este jogo meio que me traumatizou sabe... eu fiquei durante anos da minha vida chegando em último lugar... Não entendia a lógica de dirigir um carro... (super complexo apertar o botão de acelerar, né... rsrsrs) No que isso resultou??? Numa pessoa que não tem a menor vontade e menor noção de como dirigir, rsrs. SÉRIO. Mario Kart me transformou num eterno pedestre. Enfim... mas hoje aprendi a jogar. Adoro usar os personagens que ninguém gosta, tipo o Koopa, a Princesa... e vivo chegando em primeiro lugar. Quando não chego, eu desligo. Simples!


6 - Super Mario 2 (1988) - Jogar nabos, rabanetes, chuchus nos seus inimigos é o que há... Eu ainda acho este jogo psicodélico ao extremo e muito original... Fora que ele inovou ao colocar quatro personagens com características diferentes de jogabilidade... isso na época, era inédito, ainda mais para jogos de aventura. É outro que tô sempre jogando... E TÁCA NABO!



7 - The Simpsons Arcade Game (1991) - Me lembro da pré-adolescência, juntando todas as moedas com os amigos e correndo para o Playland do Center Norte pra jogar isto... Era maravilhoso... Ainda é. Dá pra jogar com a família toda ao mesmo tempo... E como os jogos de fliperama eram difíceis, né... Nossa senhora... Só consegui terminar este jogo quando baixei o emulador aqui, usando o recurso abençoado das fichas infinitas. Sensacional.




8 - Gals Panic (1990) - Olha, uma grande invençao desta nova era de geeks é o emulador. Parabéns e obrigado a todos vocês que tornaram possível o revival deste jogo, que era a sensação dos mãos-peludas no início da década de 90... Era um barato!!!
Você tinha que ir traçando a silhueta da japonesinha, driblando inimigos CHATÍSSIMOS, até completar a figura e mostrar a foto...
Primeiro você completava ela de roupa, depois de lingerie, e depois pelada... Daí, como recompensa ao exímio-jogador, o desenho da japinha pelada virava uma foto. Nunca me esqueço quando completei pela primeira vez e todos os marmanjos do fliperama largaram seus jogos para ver o êxito do espertão aqui que tinha conseguido tirar a roupa da safadinha... Eu era só uma criança, rsrsr.


9 - Streets of Rage (1991 - o primeiro)- A sensação do Mega Drive e o consolo para nós, pequenos nerds que não podíamos jogar Final Fight em casa, escondido dos pais nos fliperamas ensebados cheio de marmanjos mais velhos e intimidadores... Gosto muito dos três e intercalo momentos de ócio completo entre eles... Mas se for pra escolher, fico com o segundo.
Blaze = Musa!







10 - Final Fight (1989) - Sou viciado em jogos de luta, eu sei... E este é extremamente nostálgico, porque assim como Gals Panic, remetem a uma época onde fliperama era coisa de de drogado e maloqueiro, segundo os pais... e se a polícia te pegasse lá vc ia pra FEBEM, rsrsrs. Me sentia um pequeno delinquente de óculos redondos, cabelos desarrumados pernas finas, comprando fichas ensebadas... Vi tantos amigos serem arrastados pela mãe sob chineladas constrangedoras... E quando meu pai passava na frente!?!?! PÂNICO!
Enfim, este jogo me hipnotizava... Acho um barato o retrato dos marginais que ele traça... Tem cada personagem legal... As putinhas de algema; os índios que pulam com faca na sua cabeça, o Andore que, com sua roupa de oncinha, dava o golpe que revolucionou o mundo dos games: O PILÃO!

EU-TINHA-PAVOR-DO-ANDORE!!!!!

É isso... comentem, se puderem.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

10 Vozes Masculinas do Rock

Como eu costumo dizer, só a música salva... E tô aqui, com uma taxa de humor no porão do fundo do poço, mas como sempre, ouvindo música. Então tive a idéia de uma nova lista.
Lembrando que não tô avaliando técnica vocal ou algo parecido, porque nem tenho gabarito para tal. Só estou listando minhas vozes preferidas...
Vejamos...

1 - JON ANDERSON (Yes) - Obviamente, a voz de anjo tem que vir em primeiro lugar. Sua voz é de uma estranheza, suavidade e peculiaridade nunca antes ouvida por estes dois ouvidos ensebados que vos escreve. Jon é a voz do Yes, e ouso dizer, a voz do rock progressivo em toda a sua essência. Muita beleza!
Para ouvir e sentir: And You And I (Yes)


2 - ROBERT PLANT (Led Zeppelin) - Elogiar a voz deste cara soa como chover no molhado, mas meu... Robert é phoda, e todos sabem disso. Sua afetação, seus agudos e principalmente, sua força ajudaram o Led a ser o que ainda é e sempre será. Uma figura mítica, lendária, (entre outras redundâncias)...
Para ouvir e sentir: You Shook Me (Led Zeppelin)




3 - MIKE PATTON (Faith No More, Mr. Bungle, Fantomas, Tomahawk, etc, etc, etc...) Mike faz parte da categoria "Formação de Caráter". Cresci admirando esta pessoa. Além de ser dotado de uma inquietação artística e uma agressividade extrema, a voz de Mike é realmente boa e versátil. Não me canso de suas loucuras (e quem conhece sabe que não são poucas).
Para ouvir e sentir: 101 North (Tomahawk)


4 - RONNIE VAN ZANT (Lynyrd Skynyrd) - o finado e já citado neste blog Ronnie possuia uma líndissima voz, temperada com influências do blues e grande emoção. Fico admirado quando assisto shows da banda quando ele ainda liderava. Muita sinceridade.
Para ouvir e sentir: Tuesday's Gone ou Lend A Helping Hand (não consigo me decidir)


5 - DEREK SHULMAN (Gentle Giant) - Ainda nem conheço a tragetória completa dos irmãos Shulman e sua banda prog Gentle Giant, mas tudo o que já ouvi já me faz sentir a obrigação de incluí-lo nesta lista. Além de letrista, e multi-instrumentista (multi mesmo!), Derek possui uma voz gostosa de se ouvir, que torna até as melodias mais complexas (complexas MESMO) em algo simples de se absorver.
Para ouvir e sentir: The Advent Of Panurge

6 - ROB HALFORD (Judas Priest) - Um dos grandes ícones do rock... Sabe aquela voz, que mesmo cantando Parabéns pra você é capaz de levantar milhares de vozes em coro para cantar junto? É ele. Grande influência para dezenas de outros vocalistas, mesmo sendo gay assumido num universo tão homofóbico com o do Heavy-Metal. O que evidencia ainda mais seu talento.
Para ouvir e sentir: Victim of Changes ou United (qualquer uma serve)


7 - ERIC BLOOM (Blue Öyster Cult) - A voz da já citada e tão injustamente esquecida banda Blue Öyster Cult. Eric é o retrato audiovisual do rock'n roll. Ponto.
Para ouvir e sentir: Astronomy (versão do disco Secret Treaties)






8 - BONO VOX (U2) - Meu querido Paul Hewson AKA Bono Vox dispensa apresentações, e assim como Mike Patton, entra na categoria "Formação de caráter". É interessante analisar as mudanças de sua voz com o passar dos anos. Eu o considero um grande compositor. Gosto muito de suas metáforas, principalmente quando fala de amor.
Para ouvir e sentir: The Unforgettable Fire e claro, Stay - Faraway, So Close.


9 - DON MCLEAN - Este cantor/compositor que pode ser classificado como... sei lá... country... folk... possui uma das vozes mais prazerosas de se ouvir de todo o planeta. Além de ser um grande compositor e grande influência para diversos artistas.
Para ouvir e sentir: American Pie (claro!), mas também tem Vincent e Castles In The Air (minha preferida).




10 - GREG LAKE (Emerson, Lake & Palmer e King Crimson) - Um artista de extrema relevância para o meu período preferido do rock: O ROCK PROGRESSIVO. Meus discos preferidos do King Crimson possuem sua voz e composição. Um estrela de brilho maior no céu do rock'n roll.
Para ouvir e sentir: The Endless Enigma (Emerson, Lake & Palmer) e Epitaph (King Crimson).




Quem ficou de fora, mas não deveria: Geddy Lee (Rush); Michale Graves (Misfits); James Taylor; Mark Stein (Vanilla Fudge); James Hetfield (Metallica); Brad Delp (Boston); Lino Vairetti (Osanna); Bruce Dickinson (Iron Maiden); Freddy Mercury (Queen); David Bowie; Steve Perry (Journey) ... ... ...

See ya, folkzzzz

domingo, 2 de janeiro de 2011

Antes do Amanhecer/Antes do Pôr-do-Sol

Ao som de Just in Time - Nina Simone


Acabei de rever Antes do Pôr-do-Sol, depois de muito tempo. Reassisti Antes do Amanhecer ainda nesta semana, ambos com a minha vó. Fazia tanto tempo que não assistia... 

Estes são dois filmes que devem ser vistos com uma certa frequência eu acho... porque colocam muita coisa em voga na minha mente. Coisas que esqueci e não deveria ter esquecido, e coisas que... sei lá.. .valem a pena repensar sobre uma nova ótica. 

Acho que existem pessoas que amam este filme pelo simples fato de Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy) serem realmente um casal perfeito. Mas o que não deve ser esquecido, é que os dois filmes se passam em exatamente dois dias... e o segundo dia/filme acontece nove anos depois. Logo, eles não são, de maneira alguma, um casal perfeito... pois não existe relacionamento.

Ou talvez seja exatamente por não terem ficados juntos que eles sejam um casal perfeito. Who knows?


Ao assistir Antes do Amanhecer fiquei maravilhado pela simplicidade de execução... mas extrema complexidade de roteiro... afinal, os dois personagens conversam o tempo inteiro e vão se apaixonando a medida que as horas vão passando e vamos conhecendo as lindas vielas e praças de Viena. Acho que sentem uma sensação mútua de que são os preenchimentos necessários para as suas vidas e suas cabeças que são extremamente complicadas (e qual não é?). Mas o envolvimento dos dois é algo realmente apaixonante, porque eles tem pouco tempo para ficarem juntos e sabem disso, então, não têm medo de serem eles mesmos, sem as máscaras que geralmente colocamos ao conhecer alguém...

Vai me dizer que você nunca quis mostrar o seu melhor ao conhecer alguém, e teve medo que a outra pessoa conhecesse suas piores falhas antes de conquistá-la?
Com eles isso não acontece, mas talvez... ou melhor, acredito que seja exatamente pelo fato de que o tempo dos dois é muito curto, e ambos estão lá, em Viena para curtir cada momento como se fosse o último, entram num acordo de não colocarem máscaras.

Os dois personagens são muito incríveis em suas diferenças, que não são poucas, seja na maneira de encarar a vida, fatos, pessoas e... relacionamentos... o que acaba sendo uma analogia para a vida, e para os relacionamentos da vida real. 

Celine, em certo momento diz algo mais ou menos como... "eu seria capaz de amar uma pessoa por inteiro, tanto as qualidades quanto os defeitos, e este, pra mim é o verdadeiro amor...". Me desculpem se esta descrição não é literal, mas ela quis dizer algo assim, e isso me marcou bastante.

Na teoria, tudo é lindo... mas a prática dos relacionamentos é bem mais complexa do que isto. E os medos de Celine com relacionamentos e os traumas causados, por ter se entregado gratuitamente a pessoas que não souberam identificar tal ato (como culpá-los?) fizeram com que eu me identificasse com ela. Sua maneira de encarar a vida, sempre muito analiticamente, mas também, tentando resgatar uma certa inocência de criança que faz com que os fatos da vida sejam sempre memoráveis, e que tudo possa ser encarado como uma experiência marcante... Ela é realmente apaixonante. Não sei se é exatamente por me achar parecido com ela, ou por ser exatamente o oposto.

No caso de Jesse, me identifico muito com ele a cada vez que olha pra Celine e vê coisas que, nunca deu devida atenção... Sua paixão crescente pela espetacular pessoa que ela é, e a maneira com que ela o faz perceber detalhes pequenos, mas tão importantes e a satisfação explícita em seu olhar a cada vez que isso acontece... bom, são nestes momentos em que me identifico muito com ele. Apesar de sua frivolidade americana, existe uma sensibilidade ali, que aos poucos acordava, a cada demonstração de fraqueza emocional de Celine.

Existem tantos momentos lindos neste filme... mas no começo, quando eles vão para a cabine da loja de discos para ouvir a música Come Here, de Kath Bloom é ESPETACULAR e de uma sensibilidade que nunca vi antes... realmente emocionante. E sintetiza, pra mim, o momento do sentimento mútuo entre os dois... que estava crescendo, começando. É lindo.


E hoje, revendo Antes do Pôr-do-Sol, quando os dois se reencontram 9 anos depois, quando Jesse, depois de escrever um livro de ficção de grande sucesso, baseado no dia mágico que viveu 9 anos atrás, eles começam a relembrar e refletir sobre os fatos passados naquele dia e no caminho que cada um seguiu ao longo dos anos... percebe-se que o amor não morreu, mas ao mesmo tempo... ambos sabem que o motivo disso não acontecer foi exatamente o afastamento de ambos, que não se reencontraram um ano depois do primeiro dia, conforme haviam prometido.
O final do filme é uma das cenas mais lindas, romanticas e singelas que já vi no cinema, quando Celine canta e toca no violão uma música que compôs para Jesse, de forma absurdamente natural, seguida de um relato de um show de Nina Simone.


Apaixonante, realmente... e mais que isso, leva à reflexão. Claro que todos temos ou já tivemos vontade de viver algo como eles viveram... mas como já disse, antes... o que eles viveram foram DOIS DIAS.... 
E eu fico na sensação ambígua de que o amor ideal não existe, mas ao mesmo tempo, que o amor perfeito acontece o tempo todo, desde que se dê o devido valor e mantenha os pés no chão...

Sei lá...


E foi muito bom ver os dois filmes com a minha querida vovó, que terminou com um sorriso no rosto dizendo: "Acho que eles ficaram juntos."


Recomendo então.

Antes do Amanhecer (1995)
Antes do Pôr-do-Sol (2004)
Dirigidos por Richard Linklater

Comentem.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

10 Filmes de Terror

Quem me conhece sabe que eu adoro filmes de terror... Muita gente, erroneamente classifica filmes antigos e de baixo orçamento como filmes trash, mas gente... temos que lembrar que para um filmes ser bom, ele não precisa de dinheiro e efeitos especiais... aliás... acho que efeitos especiais no terror até me brocham um pouco...

Um bom roteiro, boas sacadas, enquadramentos, uma boa trilha, atores bem dirigidos (ou não)... são alguns dos fatores necessários para criar uma atmosfera única. E eu adoro isso... Se o filme me causa medo, pavor, me tira noites de sono, este é um filme bom pra mim.

Então vamos à lista... Estes são os primeiros que vieram à mente, que considero bons, ou que me marcaram... Muitos ficaram de fora injustamente, mas como a minha regra é listar 10...


1 - O Exorcista (William Friedkin) - Não tenho muito o que dizer deste filme, porque tudo já foi dito de bom e de ruim (!!). Eu acho um dos filmes mais sensacionais do gênero. O assunto espíritos e possessões sempre instigarão a curiosidade e causarão medinhos. Em mim, pelo menos. Reagan introduzindo o crucifixo em sua genitália de criança contra sua própria vontade ao som do demônio dizendo "deixe Jesus te fo der" é uma das coisas mais ousadas e chocantes que já vi no cinema.


2 - A Profecia (Richard Donner) - Damien, o filho do capeta é aterrorizante, não é? As mortes engenhosas de todos os personagens que ameaçam a ascensão do diabo são incríveis (destaque para a do padre). Sempre que penso no suicídio da babá tenho calafrios. Ah, não vi o remake, e nem tive muita vontade. Mas quem sabe um dia... (e você que só viu o remake, por favor, veja o original? grato)



3 - Suspiria (Dario Argento) - pra mim, Dario Argento é o mestre do terror. Não por fazer os filmes mais assustadores (eles são, mas alguns infelizmente ficaram datados), mas por fazer os filmes mais legais. Acho que este cara deveria ser estudado. A maneira com que ele utiliza as cores... a fotografia toda em si... a trilha sonora... É tudo perfeito!!! Fui introduzido em seu universo com este filme, e fiquei fascinado com o covil de bruxas disfarçado de escola de dança. Se deixe levar pelo clima lúdico/bizarro e surpreenda-se. Grande destaque: Sara sendo perseguida e assassinada (arames). Aquilo me chocou não pela violência, mas pela genialidade... E quando Sara reaparece... 

4 - Atividade Paranormal (Oren Peli)- Um dos filmes poucos filmes que quase me fizeram cagar nas calças. Ponto. Existe vida inteligente no cinema atual, thanks god... Detalhe importante: o final disponibilizado na internet é infinitamente melhor e mais coerente do que o final oficial.




5 - A Bruxa de Blair (Daniel Myrick e Eduardo Sánchez) - Um dos filmes poucos filmes que quase me fizeram cagar nas calças [2]. Um diretor de cinema é genial quando
ele consegue te colocar em primeira pessoa na história e reinventar um gênero tão saturado. E um espectador se diverte quando ele se consegue se colocar em primeira pessoa ao assistir um filme e se deixar levar. A sequencia final é... de morrer.



6 - Uma Noite Alucinante /A Morte do Demônio (Sam Raimi) - É de baixa produçao... tem erros grotescos de edição... mas é aterrorizante... A clássica história de adolescentes sapecas que se isolam numa casa distante... e se fodem. Gente possuída é sempre legal e medonho de se ver no cinema. Até me arrependo de ter colocado esta foto, porque, sério... essa zumbi satânica dá medo.


7 - O Abismo do Medo (Neil Marshall) - Essa nova safra de filmes de terror decepciona... é tanto clichê... tanto efeito especial... Maaaaaaas... felizmente ainda existem verdadeiros artistas que nos fazem ter esperança no gênero... As seis beldades alpinistas exploradoras que descem um abismo e encontra algo bizarro. Queria ter visto no cinema, porque a sensação de claustrofobia é impressionante. Muito, muito bom. Destaque para as duas primeiras mortes, logo no início do filme. Já fica a dica desde o começo... Sem piedade para vocês, pobres personagens...


8 - Pânico (Wes Craven) - Nunca esqueço quando vi isto pela primeira vez... O velho mito do assassino misterioso e inteligente que adora jogar com suas vítimas. A sequência inicial com o assassinato da pobre Drew Barrymore (sempre ótima) é um marco na história do novo cinema de horror. Uma paródia e homenagem ao cinema de horror tão genial que iniciou uma nova era de desgraças adolescentes assassinadas. Divertido, cheio de sustos e sanguinááário.


9 - Halloween (John Carpenter) - clássico, clássico, clássico... a cena do armário é foda... É realmente um marco na história do cinema de horror e gerou não somente intermináveis sequencias, mas também cópias malfeitas e eternos filmes clichês. O que é bastante triste, porque as sacadas que tornaram este filme genial foram e serão copiadas eternamente. E isso decepciona os novos espectadores, acostumados a consumir o lixo atual. Ah, não posso deixar de parabenizar Rob Zombie que conseguiu a proeza de fazer um remake que não faz feio ao original. Mas, sério... veja o original!!!!

10 - O Brinquedo Assassino (Tom Holland) - perseguições sempre me deram calafrios... ainda mais quando crianças são perseguidas por bonecos bisonhos com um cutelo. Ainda bem que vi depois de "grande", rsrs. Pena que a franquia virou uma palhaçada.






Alguns filmes que deveriam estar na lista: Poltergeist, Extermínio, Psicose, O Bebê de Rosemary, O Iluminado (CLARO!), Phenomena, A Casa do Além, Alucarda... e por aí vai...

É isso por hora.
Qual foi o pior/melhor filme de terror na sua opinião?
Ele tá nesta lista?
Não? Melhor ainda, então... diga qual e porque!!!
Grande abraço.

domingo, 5 de dezembro de 2010

YES NO BRASIL!!!!

Dia 28-11-2010 foi um dia difícil. Mas extremamente gratificante.
E lá vai Dave, sozinho e destemido para o HSBC Brasil, sem ter idéia de onde fica. Pega ônibus aqui, pega ônibus ali, vai perguntando e andando por ruas escuras e desconhecidas, até que vejo um MONTE de fãs do Yes, todos com camisetas (fiquei feliz de estar com a minha também). Pronto, havia chegado no tal lugar.

Entrando no HSBC fiquei meio apreensivo porque vi que o local inteiro era lotado por mesas, e que eu veria o show sentado numa mesa com seis fãs aleatórios de Yes... Como já estava meio alto das idéias, cheguei na minha mesa esbanjando simpatia e felizmente, só haviam pessoas legais... com quem conversei por mais de uma hora porque os vôos atrasaram o show... Foi bom porque vi tanta gente deslocada nas outras mesas.
Mas enfim... começou...

Ver o Yes entrar no palco, mesmo sem a presença do inigualável Jon Anderson foi algo estranho... acho que até agora sinto que não curti o momento direito... Nâo parecia verdade... Acho que já disse isto no post sobre o show do RUSH, mas algumas pessoas podem compartilhar desta sensação comigo...

Chris Squire, que junto com Jon fundou a banda em 68, seu talento com o baixo, sua voz e sua simpatia encantaram;

Steve Howe, um dos maiores guitarristas existentes. Howe arrancou gritos e aplausos do começo ao fim do show;

Alan White, um baterista espetacular e presente nos meus discos preferidos do Yes, o cara fez história (as musicas do John Lennon que você ouve tem baquetas dele ao fundo);


e ainda os dois novatos, que não diminuiram nem um pouco minha satisfação:

Oliver Wakeman, o filho do homem, que soube muito bem substituir o pai com estilo e muito talento 

e
Benoit David, o cara com a maior responsabilidade da banda, que é substituir o lendário Jon e reproduzir seus vocais. Com seu visual de backstreetboy decadente (termo redundante), acredito que David tenha causado uma má impressão ao entrar no palco, pois os fãs de rock progressivo, metal, etc são bem chatos, mas acredito que ele tenha calado a boca de todos os presentes. Com certeza calou a minha. Com muita simpatia e uma voz impressionante (tanto na beleza quando na semelhança com a voz de Jon) ele preencheu a enorme lacuna com maestria.

Em relaçao a mim... ora chorava, ora ficava hipnotizado, e na maior parte do tempo, sorria feito uma criança... E olhava para os lados e via todo mundo tão satisfeito quanto eu...

A coisa chata foi ter que ficar a maior parte do tempo sentado, mas foi muito bom. Muito bom... Ver o Yes foi uma experiência que vai me marcar pra sempre... Fiquei impressionando com a legião de fãs que estava junto comigo... Nâo me senti mais um peixe fora d'água, rsrs. Depois li que os ingressos estavam esgotados!!! Que bom!!! Eles lotaram o lugar e foram muito bem recebidos. Quem sabe eles voltam... (sonhar é de graça)

A volta pra casa foi sofrível, pois não havia mais ônibus pra lugar nenhum e eu nem sabia onde eu estava... Felizmente deu tudo certo e ainda encontrei um metaleiro vendedor de camisetas que me deu uma camiseta da turnê. Sou legal ou não sou? rsrs

E pensar que meses atrás eu tava triste porque nem show de banda cover do YES eu tinha esperança de ver....



Setlist:

Firebird Suite
Siberian Khatru
I've Seen Good People (chorei)
Tempus Fugit
Astral Traveller (melhor que a versão do disco, ouso dizer)
Solo do Alan White
And You and I (chorei)
Solo do Steve Howe (ele tocou The Clap!!!! ... chorei)
Owner of a Lonely Heart (pulei)
Heart of the Sunrise
Roundabout
Starship Trooper (gozei)




YES!!!!!! Comentem, se possível. Abraços.