sábado, 4 de junho de 2011

Fúria de Titãs - sim, se eles existem, devem estar putos!

Fúria de Titãs

Tenho que falar...
E vou começar falando de filmes que marcaram a minha infância em diversos aspectos:

Goonies - sonhava em viver uma aventura como aquela, e como era impossível, eu inventava as minhas;
A História sem Fim - coisa linda de deus. Foi o que me ensinou a ler e elevou minhas idéias de desenho a outro nível;
Predador - eu o desenhava freneticamente, porque o achava uma criatura fascinante (ainda acho);
Fúria de Titãs - eu estava na primeira série quando o assisti pela primeira vez, na Sessão da Tarde e fiquei maravilhado com os personagens, a história e sobretudo, com mitologia grega, que se tornou um vício, e eu ia com 10 anos, de ônibus na biblioteca pegar livros sobre o assunto.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Minha opinião sobre a igreja evangélica


Enquanto lia o ótimo artigo de Chico Sá sobre a intolerância evangélica, passava ao mesmo tempo uma notícia no Jornal Hoje sobre a proibição do kit homofobia, e a criação de um departamento que deve dar o aval definitivo sobre qualquer artigo ou lei que mexa com crenças e costumes. Com certeza, tem dedo de evangélico aí.

Olha... que não venha nenhum evangélico falar de deus pra justificar seus argumentos, ou simplesmente falar "ESTÁ NA BÍBLIA!", porque de evangélico eu conheço bem. Conheço pessoas, conheço familiares, já fui a diversos cultos e tive diversas discusssões a respeito de diversos temas com estas pessoas.

Seus argumentos são fracos, rasos, sem qualquer embasamento além daqueles que são passados pelos pastores de suas igrejas (ou de suas televisões) e decorados por vocês. Alienados de qualquer fonte cultural ou sociológica que não faça parte de seus mundinhos. Vocês não sabe discutir, não sabem conversar, desde que a sua opinião seja o veredito da conversa, afinal, é tudo em nome de deus. Está na Bíblia? Qual Bíblia? Até onde eu sei, muitos, MAS MUITOS livros sagrados foram escritos MUITO ANTES da época de Cristo, mas foram banidos ao passar dos anos e da Inquisição, dos massacres em nome de deus, e nos dias de hoje, sendo ridicularizados através do bombardeio de programas milionários em todas as espécies de mídia.

Não sou cristão, nem de longe. Odeio o cristianismo, mas também não me classifico como ateu de forma alguma. Acredito em muita coisa, coisas que nem sei definir, afinal...

QUEM É O SER HUMANO PRA DIZER O QUE REALMENTE EXISTE?
QUEM É O SER HUMANO PRA ESCREVER UM LIVRO DE DOUTRINAS DO QUE É CERTO E DO QUE NÃO É?
QUEM É O SER HUMANO PRA DIZER QUE TAL LIVRO FOI DITADO POR DEUS?

FAÇAM-ME O FAVOR, VÁ...

Daí, pra evitar fadiga tem gente que diz... RELIGIÃO NÃO SE DISCUTE...
RELIGIÃO SE DISCUTE SIM, E DEVE SER DISCUTIDA CADA VEZ MAIS!

Porque religião, neste caso, não é uma questão de crença. É uma questão de poder, política, dinheiro e controle. A igreja, sobretudo a evangélica é nociva e deve ser verbalmente destruída e socialmente enfraquecida. São como baratas, estão em todo lugar, só que são baratas que comem almas, logo, não fazem parte de cadeia alguma e devem ser exterminadas. Não digo com morte, porque daí, voltaria aos princípios cristãos das cruzadas, mas seus argumentos devem ser crucificados para sempre.

Estes ratos infestam e se adaptam das melhores formas possíveis para alcançarem seus objetivos, como uma espécie de Alexandre Magno moderno (ou Hitler), destruindo tudo pela frente e colocando sua  bandeira de domínio. Vide a própria televisão, que sempre cresci ouvindo destes pastores nojentos nos primórdios dos seus cultos televisionados que, TV era coisa do capeta. Hoje, o RR Soares vendo uma TV a cabo livre de programação "satânica" (com uma instalação que, ao invés de custar R$400,00, sai de graça!).

Esta religião idiotiza, nubla a mente, tira escolhas, assim como todo e qualquer outro programa de televisão, assim como o futebol, assim como a copa do mundo, assim como as novelas, assim como o Jornal Nacional... A diferença é que eles usam DEUS como argumento.
Cuidado brasileiros. Negros, homossexuais, umbandistas, pagãos, defensores de qualquer causa que não seja a cristã. Se não houver união, vocês serão derrotados, ou PIOR... convertidos!!!



domingo, 22 de maio de 2011

COMAAAAAANDO ESTELAR... FLASHMAN!



Quando eu era criança não existia internet, não existia telefone celular, não existia axé, funk e crianças querendo ser gente grande. Crianças eram crianças, ingênuas, com brincadeiras tolas. Brincar na rua, de bola de gude, de pipa, de pega-pega e CLARO, de encenar cenas de filmes e seriados... ERA O MAIOR BARATO. Em 1989 estreou na Rede Manchete (SAUDADES!) o terceiro seriado japonês da minha infância, que se tornou o meu preferido: Comando Estelar Flashman.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

#facts

Filho do futuro pergunta:
"Paiê, quem foi Clarice Lispector? 



Pai do futuro responde: 

"Foi uma famosa autora de frases pra twitter, filho."

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Grandes Discos: Abigail (1987)

Vou falar deste cara, que se destaca no mundo do metal por diversos fatores...
Um pouco de história básica pra quem não conhece. E algum bom conhecedor do tema ler algum erro, por favor, perdoe-me e me corrija por comentário, ok? Correções são sempre bem vindas.

Kim Bendix Petersen nasceu na Dinamarca em 1956 e adotou o nome de King Diamond e formou sua primeira banda de rock em 74, a Brainstorm, depois saiu em 76 e cantou numa banda de hard rock chamada Black Rose. Nesta banda ele começou a explorar performances e temas inspirados em filmes e teatros de horror.
Mais tarde (resumindo), formou o Merciful Fate, sua primeira banda de grande sucesso. Nesta época sua clássica maquiagem foi criada e usada desde então. A temática do Merciful Fate era mais satanista. O próprio King se dizia adepto de tal crença, que foi abandonada tempos depois.

A banda sob seu nome, King Diamond estourou com o single de natal No Presents for Christmas (ao qual fui apresentado neste último Natal, rs) e no ano seguinte surgiu Fatal Portrait.

O mais genial do King Diamond é a experimentação. Num gênero tão... hmm... característico como o heavy metal e suas infinitas adjacências, King Diamond esbanja criatividade, não somente nos temas, mas nos arranjos e produção de seus discos. Seus álbums são sempre conceituais, com histórias que são divididas entre as músicas, e que poderia muito bem se tornarem filmes de terror geniais, se forem bem dirigidos (se existe algum filme baseado em alguma coisa dele, me avisem!).

E o disco em questão se chama Abigail, de 1987. Abigail trata da história de um espírito ruim que foi exorcizado e de certa forma aprisionado numa mansão, que um século depois foi herdada por Jonathan La Fey e sua esposa Mirian Natias. O casal, ao chegar na mansão é alertado por cavaleiros negros sobre o perigo que ronda a casa e a família de Jonathan. Este, por sua vez, executa o papel perfeito de protagonista de filmes de terror, não liga para o aviso dos cavaleiros e comete a burrada de se mudar para a casa com sua mulher. 
Mirian é imediatamente possuída pelo espírito de Abigail, que adentra seu ventre, como uma concepção imaculada satânica (!) e começa a assombrar Jonathan, fazendo objetos flutuarem, e misteriosamente colocando a mesa de café para três pessoas. 
O espírito de Abigail é encerrado, custando a vida de Mirian no final e o disco acaba, com uma triste canção sobre os cavaleiros negros. 
Como todo bom filme de terror, este disco também possui uma sequência, que obviamente não é tão genial quanto seu antecessor.

Enfim, é isso... Abigail é um disco que me surpreendeu, tanto pela voz de King, que além de extremamente versátil, possui um falsete único e muito engraçado em algumas horas, tornando o terror um pastelão, muitas vezes. O que não tira a tensão de certas músicas (nem curto ouvir a primeira música "Funeral" sozinho de noite, hehehe).

Quem tiver curiosidade, baixe, compre, sei lá. Porque vale a pena conhecer um trabalho único, com uma atmosfera extremamente envolvente e com ÓTIMAS músicas!


Segue o tracklist, com as minhas preferidas em destaque:


1 - Funeral
2 - Arrival
3 - A Mansion in Darkness
4 - The Family Ghost
5 - The 7th Day of July 1777
6 - Omens
7 - The Possession
8 - Abigail
9 - Black Horsemen

Ainda tô conhecendo a carreira deste cara e sua banda e tô achando tudo muito bom. Cada disco é realmente um filme de terror. Infelizmente King está passando por uma delicada condição cardíaca e sua esposa deixou um recado no site oficial da banda, informando que a banda não acabou. Todos os fãs (inclusive eu, um novato) torcem por sua recuperação e mais trabalhos criativos.


Abraço! Comentem!!!!
=)


quinta-feira, 12 de maio de 2011

Entrevista - Dave


Tava no banheiro lendo uma Revista da Folha (quem não lê no banheiro que atire a primeira pedra) e surgiu a idéia de fazer uma nova seção neste blog (e também, voltar a escrever alguma coisa, porque tava na hora...). Então vou entrevistar pessoas, fazendo perguntas que normalmente gosto de fazer, sobre os assuntos que me interessam e que, claro, são o tema deste blog. 
Vou começar comigo mesmo. Ainda não pensei no próximo, mas vamos ver...


Nome: Dave
Idade: 29
Formação: Comunicação Social com ênfase em Design Digital
Profissão: Nenhuma, por enquanto. Aparece um freela aqui, outro acolá... 
O que mais gosta de fazer: ouvir música, ler sobre música, ver filmes, desenhos, séries e nerdices em geral, dormir.
Música da semana: Your Wildest Dream - The Moody Blues
Qual é o seu tipo de música preferido: rock, jazz, blues... desde virtuoses absurdas até coisas cantaroláveis e que grudam no ouvido. Gosto de bons instrumentistas e sobretudo, bons vocalistas.
O que é música pra você: algo vital, por mais clichê que a frase possa ser.
Música que lembra infância: Metrô - Sândalo de Dandi


Banda artista que mais gosta:
 Yes, Fleetwood Mac, Jefferson Airplane, Abba, Kate Bush, Dusty Springfield... tanta coisa. 
Banda ou artista que detesta: Lady Gagas, Beyonces, Britneys e Christinas da vida. Desculpa, pra mim é tudo igual e não tolero.
Melhor show: muitos... Rush, em primeiro lugar, aquilo foi absurdo... depois U2... Otto é sempre bom de ver... O Karnak foi incrível, o Manu Chao espetacular... Show é sempre legal.

Último bom filme que assistiu: The Big Lebowski, com Jeff Bridges
Filme(s) preferidos: Saló ou 120 Dias de Sodoma; Alucarda, um filme mexicano lesbo-satanista dos anos 70 que recomendo pra todo mundo, Suspiria, do gênio do terror Dario Argento, Laranja Mecânica, obviamente... Goonies...
Ator: Colin Firth. Um artista completo.
Atriz: Fernanda Torres. Ela me faz rir muito. Sempre.
Programa de tv/série: True Blood. É bom demais.
Um livro: Eram os Deuses Astronautas, de Erich von Däniken. De um louco para outros loucos; a saga Harry Potter, minha paixão da vida; Crime e Castigo, angústia que nunca acaba!
Uma frase: "Give Peace a Chance", música do John Lennon.
Uma referência: John Lennon, Peter Joseph - o diretor dos documentários Zeitgeist e Mike Patton, cujo gosto musical e criatividade parecem não ter limites; Maurício de Souza (não preciso explicar o porquê).

Um site legal: Progarchives - curto ler as resenhas dos discos. grande fonte de pesquisa; Last.FM  - a melhor rede social existente, na minha opinião, porque o foco é meu assunto preferido: música; Boca do Inferno - referência de filmes de terror; Whiplash - notícias do mundo do rock'n roll, inclusive fofocas, porque todo mundo gosta e eu também.
Seu site/perfil: http://www.lastfm.pt/user/davesantos - meu perfil no meu site preferido.

É isso por enquanto.
Abraços!!!!
=)

quarta-feira, 23 de março de 2011

Grandes Discos: Rumours (1975)

Hoje resolvi estrear uma nova seção: Grandes Discos

Vou começar com o álbum Rumours de uma das minhas bandas preferidas de todos os tempos: Fleetwood Mac.

Gosto de bandas com homens e mulheres, não sei dizer exatamente o porquê, mas elas são divertidas... E costumam atingir um público bastante diferenciado. Deve ser pela quantidade de influências de seus integrantes... Olha só quantas: The Mammas & The Pappas, The B-52's, Curved Air, Abba, Jefferson Airplane, Pixies, The Corrs...

Estava agora assistindo um dos meus dvds, que consiste num programa de tv e contém entrevistas com a banda e produtores sobre o processo de criação de um grande disco. Esta série, chamada Classic Albums já teve Cream, com Disraeli Gears, Pink Floyd com Dark Side Of The Moon, Nirvana com Nevermind, U2 com Joshua Tree, Iron Maiden com The Number Of The Beast... Entre outros clássicos... Para ver a lista completa, clique aqui . Acho que é possível baix... DIGO... comprar todos em dvd.

A história da criação deste disco é bastante turbulenta, como os próprios integrantes contam. Stevie e Lindsey estavam se separando, e John e Chrstine, se divorciando. Um não conseguia olhar na cara do outro, mas ainda assim tinham que ficar o dia inteiro espremidos num estúdio, compondo, tocando e cantando harmonias vocais juntos, no mesmo microfone. Sem contar que o baterista, Mick, descobriu que seu melhor amigo estava de caso com a sua mulher. O clima era tenso, meus caros...

Como a própria Stevie disse: "Num processo de separação, você não encontra a pessoa no dia seguinte, você precisa de um tempo de afastamento. Mas nós todos passávamos o dia inteiro juntos, de noite cada um ia pra sua casa, para na manhã seguinte, todo mundo ficar junto de novo..."



Christine conta que antes de entrar no estúdio pensava: "Eu não vou conseguir entrar ali..."

De noite, John, bêbado e furioso, gritava por Christine pelo hall do predio onde as duas moças estavam hospedadas, e nestes momentos, ela se escondia no apartamento de Stevie.
Lindsay, desde sempre, parceiro de Stevie nas músicas, se recusava a fazer arranjos para suas composições, por pura implicância.

Muitos barracos, drogas, fossas e bebedeiras sem fim acompanharam o período de gravação de Rumours. O incrível pra mim, foi o nível de profissionalismo de todos em manter a música em primeiro plano e fazer o melhor disco da banda e tormá-la internacionalmente famosa (incluindo admiração seguida de covers de várias bandas como Smashing Pumpkins, NOFX, Cramberries, The Corrs, Hole, Goo Goo Dolls, Tori Amos, Matchbox Twenty, entre outros... ).

Contando com três compositores principais: Lindsey, Stevie e Christine (que já fazia parte da banda desde seu período blues com Peter Green), as músicas possuem identidades diferentes, mas se completam muito bem e são uma delícia de cantar. Créditos óbvios para o incrível baixista John, que dá sua levada única, na parceria com Mick Fleetwood.

Enfim, uma banda completa. Cheia de altos e baixos durante toda a carreira, mas com uma história de respeito e discos incríveis.
Segue a tracklist do álbum. As músicas em negrito são as minhas favoritas. =)

1 - Second Hand News
2 - Dreams
3 - Never Going Back Again
4 - Don't Stop
5 - Go Your Own Way
6 - Songbird
7 - The Chain
8 - You Make Loving Fun
9 - I Don't Want To Know
10 -Oh Daddy
11 - Gold Dust Woman


Abraços! Ouçam e comentem, se puderem!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Discurso de Co-Co-Colin Firth


Que agradável surpresa... 
Antes de mais nada, devo dizer que este post se é muito parecido com o anterior no seguinte aspecto: a admiração deslavada por um artista que atua com uma paixão desenfreada.

No post anterior, Natalie Portman, neste: Colin Firth.

Gosto destes filmes ingleses que falam sobre a Inglaterra, porque os costumes da realeza são bem interessantes. E mais interessante ainda é que o roteiro é baseado na real história do Rei George VI, que era gago e tinha pavor de discursar no lugar de seu pai (Michael "Dumbledore" Gambon), daí, sua mulher (Helena Bonhan Carteeeer!!!) pede ajuda para um especialista em tratamentos da fala (Geoffrey "Marquês de Sade" Rush - uma simpatia).

Antes de mais nada, fui assistir, como sempre, sem ler absolutamente nada a respeito do filme. Nem da história eu sabia, muito menos, das críticas... Acho engraçado crítico que escreve algo como "o filme foi feito para não ter defeitos", ou "o filme foi feito para cair nas graças do público"...

Quanta chatice, meu deus... 

Enfim, eu gostei bastante do filme. Claro que o roteiro é simples e sem grandes surpresas, beira o "fofinho", mas é um filme bonito, com belíssimas imagens e figurino impecável... E o principal, ao menos pra mim... um elenco que torna qualquer história banal em algo gostoso de se ver... Pode ser considerado água-com-açúcar, um filme familiar... ? Sim, mas é sincero.

Colin Firth... falar bem dele pra mim, é chover no molhado... Fico comovido com este ser humano. A gagueira dele foi realmente comovente, engraçada em alguns momentos e trágica em outros... a cada discurso eu ficava apreensivo. Sua sutileza em pequenos trejeitos do personagem é uma inspiração pra qualquer pessoa que pensa em ser ator um dia. 

Claro que não é o caso de Oscar de Melhor Filme (como se o Oscar fosse ... ... enfim...), mas é bonito, sim! Tocante, sim! E lindo. Direçao de fotografia é algo que me seduz, não adianta... Os momentos dramáticos com close-up em Colin são lindos, assim como os planos abertos dos jardins ingleses e suas construções.

Não tenho muito a dizer sobre este filme, sei que muitos não vão assistir, mas só sei que quase bati palmas junto com o elenco na cena final. 

Segue o trailer: